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Polícia prende suspeito de matar menino em festa de Reveillon em SP

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A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta terça-feira (2) um homem suspeito de matar Arthur Silva, de cinco anos, durante uma festa de Ano Novo na Zona Sul da cidade. Ele teria efetuado de três a quatro disparos para o alto na noite de réveillon.

O menino foi ferido por tiro de revólver calibre 38, segundo informou a Polícia Civil. O disparo atingiu a parte superior da cabeça. O corpo do menino foi enterrado na tarde desta terça (2), no Cemitério Parque Jaraguá, na Zona Oeste.

Ao ser preso, o suspeito disse informalmente aos policiais que tem uma arma e teria passado pelo local e efetuado os disparos para celebrar a virada do ano. Ainda de acordo com a Polícia, o suspeito tem antecedente criminal por roubo foi levado para o 89° Distrito Policial. Ele foi localizado por meio de interceptações telefônicas.

Histórico

Arthur Aparecido Bencid Silva, de 5 anos, brincava no quintal quando foi atingido por um tiro na madrugada de segunda-feira (1º). A vítima fazia bolinhas de sabão com outras crianças quando caiu no chão. Familiares notaram que ela tinha um sangramento na nuca.

À reportagem da TV Globo, um primo do menino disse que o garoto foi levado pelos familiares para o Hospital Family, que é particular, onde foi constatado, após a realização de exames, que o ferimento teria sido provocado por um tiro. Como o centro médico não tinha UTI, o garoto precisou ser transferido.

Ainda de acordo com os familiares, o menino só conseguiu ser internado mais de cinco horas após sofrer o ferimento. O primo do garoto afirmou que eles tentaram vaga em cerca de dez hospitais – públicos e particulares.

“Aí passamos para os particulares, ligamos para o São Camilo, ligamos para o Metropolitano, no Sabará, no Albert Sabin, no que ia lembrando, nos próximos aqui da região, no Santa Cecília. Ligamos em vários, gente. Nenhum tinha vaga. UTI Infantil. Será que nenhum tinha vaga? Nenhum?”, questionou Rosana Aparecida, tia do menino.

O garoto acabou sendo internado no Hospital Geral de Pirajussara, do governo do estado, um dos que inicialmente, de acordo com os parentes, negou ter vaga. “Só conseguimos internar o Arthur porque meu pai e meus primos foram até o hospital Pirajussara. Chegaram lá e falaram com a pessoa responsável pela internação. Ela assustou, disse que é grave. Ou remove ou ele morre, é grave, então remove”, completou.

Quando conseguiram a vaga, tiveram dificuldade de encontrar uma ambulância para a transferência. Ele só deu entrada no Hospital Pirajussara às 7h.

”Aí precisava de uma ambulância com médico. Aí, foi outra correria, a gente pediu pelo amor de Deus para o médico daqui acompanhar ele na ambulância. A gente ia pagar a ambulância, mas não tinha médico. Nem pagando não tinha médico”, disse.

Mesmo assim, o menino faleceu no final da tarde de segunda. “A pessoa que fez isso acabou atingindo meu sobrinho e acabou com a nossa família. Vocês acabaram com uma família”, disse Rosana.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, não há registro de chamado do Samu para o endereço da família.

Procurado pela reportagem, o Hospital Family informou que acionou uma ambulância do Samu, mas o veículo não tinha UTI –o que era necessário por causa do grave estado de saúde do menino. Depois, o centro médico chamou outra ambulância, que tinha UTI, mas estava sem médico. Uma profissional do próprio hospital se prontificou a acompanhar o garoto no veículo até o Pirajussara.

A Secretaria Estadual da Saúde, que responde pelo Hospital Pirajussara, informou que o menino morreu após as 18h e que foi constatado ferimento por arma de fogo. A pasta disse, por meio de nota, que não negou atendimento e que não houve solicitação para a transferência de pacientes entre hospitais.

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